Como sobreviver na mente de um autor 2

Michael tinha cinco amigos: Anna, James, Elizabeth, Caroline e Lars. Eles eram, acima de tudo, estáveis, o que não significa que fossem interessantes ou agradáveis; mas não eram ingênuos, imaturos nem preguiçosos. Michael não. Não era estável.

Quando ele expôs sua recém formulada teoria sobre sua existência ser fruto da cabeça de outro autor, eles riram, acharam que fosse uma brincadeira ou um argumento que fosse parte de alguma coisa mais séria que Michael queria lhes contar. Michael insistiu e eles continuaram incrédulos.

Uns disseram que era muita presunção culpar alguém pelas derrotas de sua vida, outros de não era realista e que eram eles todos de carne e osso e não de papel e letras. Porém Michael estava irredutível e sua filosofia não precisava ser entendida nem provada; ele só queria que o escutassem. Se não entediam era por arrogância ou falta de confiança em novas idéias, Michael pensava.

No entanto, o que não esperavam era que sequer ouvirem o que ele lhes dizia poderia significar que fossem parte dessa heresia neste reino de literatura.


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